04 set

Unesco revela que mulheres são minoria nas ciências

O estudo da UNESCO

As mulheres são minoria nas ciências. Elas representam 28% do total de pessoas trabalhando nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Esse fato foi revelado por um estudo realizado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

O estudo, que recebeu o nome “Decifrar o Código: educação de meninas e mulheres em ciências, tecnologia, engenharia e matemática”, mostrou que as construções sociais são responsáveis por esse fato. Assim como outros estudos já mostraram, meninos são incentivados nessas áreas desde a infância. Enquanto isso, as meninas são praticamente treinadas para trabalhar com ciências humanas.

Marie Curie ganhou dois prêmios Nobel. Um de química e um de física

Além disso, outro fator crucial é a falta de modelos. O prêmio Nobel é o mais importante do mundo para as áreas de Física, Química e Medicina. A primeira mulher a ganhar um Nobel em uma dessas áreas foi Marie Curie, em 1903. Desde então, apenas 17 pessoas do sexo feminino ganharam o prêmio. Enquanto isso, 572 homens foram premiados.

O papel dos pais e da escola

O que afasta meninas dessas áreas de trabalho são os esteriótipos construídos desde a primeira infância. Se a sociedade pretende aumentar o número de meninas nessas áreas é preciso destruir esses esteriótipos.

A necessidade de aumentar o número de meninas nas ciências não se dá apenas por uma questão ideológica. As mulheres representam cerca de metade da população mundial. Cada vez mais, as ciências e a tecnologia estão moldando o mercado de trabalho. Em breve, conhecimentos nessas áreas representarão a maior parte dos requisitos para ofertas de emprego.

Se as mulheres não tiverem esse tipo de conhecimento, o mundo pode entrar em colapso. Futuramente, é possível que o mercado de trabalho esteja com mais vagas do que profissionais capacitados. E, além disso, o número de desempregados não capacitados para essas áreas também tem potencial para estar elevado.

Por isso, é função dos pais e das escolas de base incentivar meninas para as ciências. Algumas iniciativas já estão sendo colocadas em prática, por exemplo, a boneca Barbie lançou sua versão engenheira robótica. Porém, isso ainda não é o bastante.

É preciso lembrar que uma das barreiras a ser ultrapassada é o fato de que as meninas de hoje ainda não tem acesso a grandes modelos nos quais se inspirar. Não pelo fato de eles não existirem, mas sim, pela falta de divulgação.

Por isso, pais e professores precisam apresentar essas mulheres para as crianças.  Além disso, é necessário incentivar tarefas e brincadeiras que apresentem essa área para as meninas, e removam a ideia de que são “trabalhos de meninos”.

A situação no Brasil

De acordo com os últimos estudos educacionais, na primeira avaliação escolar, as meninas se saem melhor em ciências do que os meninos. Entretanto, três anos depois, a situação se inverte e se mantém assim até o fim da vida escolar.

A justificativa para esse fato se dá por causa da influência dos esteriótipos. A ideia de que ciências “não é coisa de menina”, só começa a atingi-las quando elas crescem um pouco.

Porém, nem tudo está perdido. A Elsevier fez um estudo chamado “Gender in the Global Research Landscape” (Gênero no panorama global da pesquisa, em tradução livre). Esse estudo apontou que, na área das ciências, o Brasil é líder na igualdade de gênero.

Ainda assim, a pesquisa mostrou que o Brasil tem muito a evoluir nessa área.

 

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