25 ago

Hillary Clinton quer levar a história do voto feminino à TV

Programa de TV

Hillary Clinton se afastou da mídia depois de ter perdido as eleições americanas para Donald Trump. Entretanto, ela está de volta e, dessa vez com um papel completamente novo. Ela, que já foi primeira dama, secretária de Estado, senadora e candidata à presidência, será produtora executiva de uma série de televisão.

Ao lado de Steven Spielberg, Hillary produzirá a adaptação do livro “The Woman’s Hour”. O livro de não ficção, escrito por Elaine Weiss, fala a respeito da luta feminina pelo direito ao voto nos Estados Unidos.

O movimento sufragista americano teve seu auge no verão de 1920. Depois de semanas de manifestações, foi feita uma mudança na 19ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos. A partir disso, ficou definido que nenhum estado do país poderia impedir o voto das mulheres.

Hillary Clinton se mostrou animada para trabalhar nesse projeto. Ela disse que as sufragistas não aceitaram um “não” como resposta e, por isso, “o seu triunfo é o nosso legado, que devemos honrar e emular”.

Os direitos do livro já foram adquiridos pela produtora de Spielberg, a Amblin TV. Clinton será uma das quatro produtoras executivas. Ela estará acompanhada pela autora do livro e dois co-presidentes da produtora.

Apesar de o projeto já ter sido anunciado, ainda há muito trabalho pela frente. Primeiramente, é preciso escolher a pessoa responsável por transformar o livro em roteiro.

Além disso, ainda não se sabe se a série será feita para televisão ou plataformas de streaming  (como o Netflix).

O que foi o movimento sufragista?

Em uma época – não muito distante – da história mundial, mulheres não podiam votar. Por isso, foram surgindo movimentos para que esse direito fosse adquirido. Chamado de sufragista, o movimento começou na Inglaterra.

Enquanto alguns países aprovaram o voto feminino de forma pacífica, outros foram testemunhas de uma série de manifestações – inclusive violentas. Entretanto, ainda não é no mundo inteiro que esse direito foi conquistado.

Quando as mulheres inglesas assumiram uma posição mais violenta em suas manifestações, políticos assumiram isso como um desequilíbrio emocional. Esse fato deixou o movimento ainda mais longe de obter sucesso. Muitas mulheres foram para a cadeia durante as manifestações.

Alguns historiadores acreditam que as inglesas conquistaram o direito ao voto por causa da Primeira Guerra Mundial. Quando os homens foram para os campos de batalha, elas se tornaram responsáveis pelos cuidados com o país. Ao fim da Guerra, foi impossível negar a importância da participação feminina.

Nos Estados Unidos, a primeira marcha do movimento sufragista aconteceu em 1913. Como a segregação ainda era muito forte no país, as mulheres negras marcharam atrás das brancas. 

A marcha acabou com violência, pois homens que assistiam à manifestação resolveram agredir as manifestantes. Muitas foram presas.

No Brasil, as mulheres conquistaram o direito ao voto em 1932.

Fontes 1, 2 e 3

 

 

 

 

 

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