11 jun

Austrália está testando jornadas de trabalho de 5 horas

O debate

Apesar de não existir muitos debates no Brasil a respeito da quantidade de horas que uma pessoa deve trabalhar, em alguns países como Estados Unidos, Suécia e Austrália, as discussões a respeito do assunto já estão avançadas e, em alguns casos, testes já estão sendo feitos.

Em defesa da novidade existe o argumento de que uma jornada de trabalho mais curta é mais produtiva e benéfica para a saúde dos trabalhadores.

Além de as pessoas terem mais espaço para cuidar do seu bem estar e para a realização de atividades que fornecem prazer pessoal, esses trabalhadores poderão marcar consultas médicas e terapias em horários que não comprometam o horário de trabalho.

Outro ponto favorável é o fato de que uma jornada mais curta evita pausas longas para café, conversas de corredor e, até mesmo, impossibilita os horários de almoço, permitindo que o tempo na empresa seja dedicado, de forma mais exclusiva, ao trabalho.

Por outro lado, quando os testes de redução da jornada foram feitos na França e na Alemanha, eles não trouxeram os resultados esperados. Apesar de os trabalhadores exercerem suas funções de forma mais efetiva, os empregadores tiveram mais gastos e a competitividade diminuiu de forma considerável.

Saúde e a questão feminina

Um dos maiores pontos de defesa para a redução da jornada é a questão da saúde do trabalhador que, em geral, não tem tempo para outras atividades além do trabalho.

A questão é ainda pior quando nós falamos das trabalhadoras. Apesar de, cada vez mais, os homens estarem ajudando nas tarefas domésticas, elas ainda são, em sua maioria, função das mulheres, que acabam acumulando dois empregos – um remunerado e o outro não.

De acordo com Huong Dinh, um dos pesquisadores australianos responsáveis pelo estudo sobre a jornada de trabalho, é “impossível que elas [as mulheres] trabalhem o longo período exigido pelos empregadores sem comprometer a saúde”.

Os testes

Apesar de os testes em empresas francesas e alemãs não terem dado certo, empresas de outros países estão muito satisfeitas com os resultados apresentados.

A empresa brasileira Neotriad fez o teste, permitindo que seus funcionários trabalhassem apenas seis horas por dia, sem redução de salário e a produtividade se manteve igual à quando eles trabalhavam oito horas.

Da mesma forma, a empresa australiana Collins SBA, reduziu o tempo de trabalho para cinco horas diárias há mais de um ano, também sem redução de trabalho e os resultados agradaram tanto que a empresa não pretende voltar ao esquema anterior.

Na Suécia um estudo foi feito levando em consideração o teste de uma casa de repouso em Gotemburgo. A jornada de trabalho de seis horas foi benéfica para as enfermeiras e para os pacientes do local. Entretanto, esse é um caso que também mostra os empecilhos, já que mais enfermeiras precisaram ser contratadas e o salário de ninguém foi reduzido.

 

Fonte: https://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2018/06/06/jornada-de-trabalho-mais-curta.htm

 

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