03 maio

Mulher com Down consegue arrecadar mais de 40 mil dólares para abrir cafeteria

Gabi e sua cafeteria

Gabi Angeline gosta de cozinhar. Quando ela tinha 20 anos, ela queria encontrar um emprego, mas  não conseguia vaga em lugar nenhum. Pelo contrário, cada entrevista era uma tortura.  Então ela resolveu unir sua necessidade, sua paixão e ainda ajudar outras pessoas.

A ideia de Gabi foi a de começar o seu próprio negócio, uma cafeteria onde ela poderia contratar pessoas que tivessem algum tipo de deficiência cerebral ou motora.

Ela começou juntando todo o dinheiro que recebia em seu aniversário e no Natal. Como isso não seria o suficiente, Gabi e sua mãe resolveram criar uma página no GoFundMe, uma página de financiamento coletivo.

As duas criaram um planejamento financeiro para definir quanto dinheiro era necessário arrecadar. A meta era de 40 mil dólares. Elas se surpreenderam ao alcançar a meta, mas se surpreenderam ainda mais ao ver os números aumentando rapidamente até atingir 200 mil dólares.

Na descrição do seu negócio, Gabi disse que espera que cada café seja sentido como um abraço e afirmou ainda que não vê a hora de incluir pessoas com deficiências em sua cafeteria, sua nova casa.

A mãe de Gabi, Mary, afirmou que o café será um lugar seguro para todos os tipos de pessoas: “Para a Gabi é mais do que uma cafeteria, ela quer que a loja seja um local divertido para todo mundo, para quem quiser um café, um doce, ou para quem aparecer pelo karaokê ou por uma festa. A cafeteria vai ser um local inclusivo para toda a comunidade”.

A inspiração

A grande inspiração para Gabi foi a cafeteria Bitty & Beau’s Coffee, fundada pelo casal Amy e Ben Wright.

Os dois tiveram quatro filhos, sendo que os dois mais novos, Bitty e Beau, nasceram com Síndrome de Down.

A cafeteria é uma forma de mudança nos Estados Unidos, um país onde 80% da população com síndrome de Down está desempregada.

A sede da cafeteria foi inaugurada em 2016 e tinha 40 funcionários com algum tipo de deficiência. Em dois anos eles já conseguiram abrir uma filial.

Uma dos principais motivos de orgulho dessa cafeteria é o fato de que eles conseguiram criar um lugar onde a cultura da diversidade não é “apenas apreciada, mas sim, celebrada”.

Pessoas com Síndrome de Down e com outras síndromes são capazes de trabalhar. A questão é criar um ambiente onde eles se sintam acolhidos e que saiba respeitar as limitações e dificuldades de cada um.

 

Fontes: http://www.newsobserver.com/latest-news/article209802934.html

https://www.wral.com/gabi-s-grounds-woman-with-down-syndrome-plans-raleigh-coffee-shop/17513384/

http://www.newsobserver.com/news/business/article146278089.html

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