Relatório mostra que os países estão lutando para incluir as mulheres na economia

Mulheres, Empresas e o Direito 2018: A situação mundial

O estudo “Mulheres, Empresas e o Direito 2018” analisou a situação feminina em 189 países e pode perceber que o mundo está passando por um processo de mudança onde, finalmente, o potencial feminino está sendo mais valorizado. Entretanto, a situação é bem diferente em alguns países.

É triste dizer que, em pleno século XXI, metade do mundo tem profissões onde as mulheres não podem trabalhar simplesmente pelo fato de serem do sexo feminino. Em 104 países, mulheres ainda são proibidas de trabalhar no período noturno em alguns tipos de emprego, como a manufatura e a agricultura.

Felizmente, vários países já entenderam que só poderão funcionar com todo o seu potencial se homens e mulheres forem capazes de desenvolver plenamente suas funções profissionais e, por isso, nos últimos dois anos, 65 países criaram medidas para ampliar a inclusão de mulheres na vida econômica. Essa evolução foi feita através de 87 reformas legislativas.

Evoluções na América Latina

A situação de trabalho das mulheres melhorou em oito países da América Latina, através de reformas jurídicas que tinham como objetivo aumentar o número de mulheres no mercado de trabalho.

O relatório aponta a importância de iniciativas que incentivem o trabalho feminino, pois os países que possuírem a maioria de suas mulheres trabalhando com o máximo de seu potencial, com certeza, serão economicamente e socialmente beneficiados.

Os países da América Latina que avançaram nesse setor, são países onde não há a diferenciação de gênero na hora de conseguir atendimento nos setores públicos, ou de abrir uma empresa e ter acesso a um documento de identidade. Entretanto, o relatório aponta que esses países ainda não conseguiram resolver os problemas de forma completa, uma vez que as mulheres ainda têm mais dificuldade na hora de conseguir um crédito e até mesmo para conseguir – e se manter – em um emprego. Além disso, o relatório aponta a importância da criação de leis mais rigorosas que, efetivamente, protejam essas mulheres da violência doméstica e de qualquer tipo de assédio.

Algumas das mudanças feitas por esses países foram:

Colômbia, El Salvador, Paraguai e República Dominicana – aumentaram a licença-maternidade

Panamá – introduziu a licença paternidade de três dias

Equador – igualou os direitos à propriedade (até pouco tempo atrás, em caso de discordância com relação ao que deveria ser feito com uma propriedade, a vontade do homem deveria prevalecer).

E o Brasil?

De acordo com o relatório, o Brasil possui muitos pontos positivos com relação aos incentivos ao trabalho feminino. No nosso país, homens e mulheres têm o mesmo direito à propriedade e, sendo assim, as mulheres têm mais facilidade para conseguir um crédito e investir em seu próprio negócio.

Além disso, o país é um dos poucos onde as mulheres se aposentam antes dos homens, o que é justificado pelo fato de que, até hoje, as tarefas domésticas ainda são, majoritariamente, uma tarefa feminina, tornando o tempo de trabalho feminino semanal superior ao masculino.

O Brasil também oferece o serviço de escola gratuita e obrigatória para crianças a partir dos quatro anos – e creches gratuitas para bebês – facilitando a vida dos pais que desejam se manter no mercado de trabalho.

O relatório aponta que a população feminina do Brasil é de 105 milhões de pessoas e elas representam 43% do mercado de trabalho. Esse número pode até se igualar ao de outros países, porém o Brasil se encontra em vantagem ao passo que as mulheres brasileiras não são proibidas de exercer determinadas funções.

Apesar do fato de nós ainda termos um longo caminho a seguir, aumentando a atuação feminina em determinadas áreas, a mulher brasileira, felizmente, pode trabalhar no que desejar.

Fonte: https://epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2018/03/estudo-aponta-que-america-latina-fez-reformas-para-incluir-mulher-na-economia.html
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