Mulheres na liderança podem ajudar os lucros das empresas

Diversidade

As pesquisas

Em 2015, o instituto de consultoria Mckinsey lançou um estudo chamado “Why deversity matters?” (Por que a diversidade é importante, em tradução livre) no qual apontava que empresas com um quadro de funcionários e de lideranças com maior diversidade de gênero, raça e etnia, tinham um retorno financeiro maior.

Na época, o estudo causou um grande impacto na indústria que parecia querer uma mudança entretanto, por mais que isso ainda seja desejado, essa mudança tem sido muito lenta.

Das empresas analisadas pelo estudo (a maioria nos EUA e no Reino Unido) a representatividade de gênero entre o corpo executivo só teve uma mudança de 2%, enquanto as mudanças étnicas e culturais só tiveram uma melhora de 1%.

Um novo estudo do Mckinsey, Delivering Through Diversity (Entregando por Meio da Diversidade, em tradução livre) foi divulgado na sexta feira (23/02) e considerou 1.007 empresas, de 12 países.

A pesquisa afirma que empresas que possuem mulheres em cargos de liderança têm um aumento de 21% em suas chances de ter um desempenho financeiro acima da média.

O estudo também nos recorda a respeito do fato de que a representatividade feminina entre os líderes empresariais ainda é muito pequena. Para demonstrar isso de uma forma mais objetiva, o estudo afirma que as empresas com mais diversidade tem apenas 10% de mulheres entre os executivos.

As empresas com menor diversidade em seu corpo executivo – onde cerca de 1% dos executivos são mulheres – apresentam números bem desanimadores: são 29% menos chances de ter os lucros acima da média.

As três melhores localidades

O estudo dividiu a questão de representatividade por países e os três que apresentaram os melhores resultados na questão da liderança com diversidade de gênero foram:

1 – Austrália – onde as mulheres ocupam 21% dos cargos de liderança;

2 – Estados Unidos – 19% dos cargos de liderança são ocupados por mulheres;

3 – Reino Unido – possui 15% cargos ocupados por pessoas do sexo feminino.

Com relação à percentagem feminina entre membros do conselho das empresas, os resultados foram:

1 – Austrália: mulheres são 30% dos membros dos conselhos;

2 – Estados Unidos: 26% dos postos são ocupados por mulheres;

3 – Reino Unido: a percentagem feminina dos conselhos é de 22%.

Tempos de mudança

Como nós conseguimos observar através do estudo, nós estamos caminhando para mudanças cada vez mais efetivas.

Como se não bastassem os percentuais de potencial de desenvolvimento, o estudo do Mckinsey apontou ainda que,se a igualdade de gênero aumentar de forma considerável até 2025, 12 trilhões de dólares podem ser injetados na economia mundial.

Para obter uma mudança efetiva é preciso mudar toda a cultura empresarial que pode não ser justa e, por isso, não estar exatamente preparada para as mudanças. Isso é uma grande trava que faz com que, mais uma vez, as mudanças sejam lentas.

O que é importante agora é encerrar as discussões sobre o que pode ser feito e começar a partir para a ação, encontrando soluções reais para aumentar o interesse de meninas no campo executivo e para garantir que elas tenham condições de batalhar pelo seu espaço no mercado de trabalho de maneira igualitária.

Nós podemos sempre observar as mudanças que já estão acontecendo e esses belos exemplos devem servir apenas para incentivar e ampliar a nova realidade empresarial.

Toyota nomeia a primeira mulher para um cargo de direção

Pela primeira vez na história da fabricante de automóveis Toyota Motor  – em atividade desde os anos 20 – anunciou que uma mulher será parte do conselho administrativo.

Teiko Kudo tem 53 anos e é uma executiva do banco japonês Sumitomo Mitsui Banking. Ela tem  experiência em finanças internacionais, em recursos naturais e infraestruturas.

De todos os países desenvolvidos, o Japão é o que apresenta o menor número de mulheres executivas. Em 2017, elas eram apenas 3,7% do corpo executivo japonês.

Essa não é a primeira executiva da Toyota – que está nomeando mulheres para esses cargos há vários anos – entretanto, essa é a primeira vez que uma pessoa do sexo feminino é nomeada para o conselho administrativo.

Kudo foi indicada para o conselho executivo externo da Toyota ao lado do ex-presidente do Comitê Paralímpico Internacional,o britânico Philip Craven, e de Ikuro Sugawara, ex-vice-ministro japonês de Economia, Comércio e Indústria.

Fontes: https://epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2018/03/toyota-nomeia-1-mulher-como-membro-da-direcao.html

https://www.mckinsey.com/~/media/McKinsey/Business%20Functions/Organization/Our%20Insights/Delivering%20through%20diversity/Delivering-through-diversity_full-report.ashx

https://www.mckinsey.com/~/media/McKinsey/Business%20Functions/Organization/Our%20Insights/Delivering%20through%20diversity/Delivering-through-diversity_full-report.ashx

https://www.intheblack.com/articles/2018/03/05/more-women-executives

Beijos

Thaís Dias

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Blog de Empreendedorismo

 

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