28 fev

Artesanato e empreendedorismo na nova era

A importância do trabalho artesanal

Se remontarmos a história do artesanato, chegaremos ao início da história do homem, pois, sendo o artesanato o trabalho manual, ele é usado desde o início dos tempos, uma vez que, o ser humano sempre teve a necessidade de produzir objetos.

Durante algum tempo, o artesanato foi uma forma de garantir sustento para muitas pessoas, tendo sido uma das poucas profissões conhecidas. Os artesãos eram valorizados e, em troca de seu trabalho, recebiam conhecimento, vestimentas ou comida.

O artesanato começou a ser mundialmente desvalorizado a partir da Revolução Industrial na Inglaterra.

Com o mundo passando por um processo de industrialização, cada pessoa começou a ser responsável por um momento específico da produção, deixando de lado a ideia de que a pessoa deveria participar de todo o processo. Além disso, o  trabalho manual começou a ser considerado extremamente lento, os artesãos passaram a receber muito pouco e suas condições de trabalho se tornaram as piores possíveis.

No século XIX, o artesanato foi se tornando uma atividade exercida por poucas pessoas que só tinham como opção essa profissão que estava muito desvalorizada. A prática de alguns tipos de artesanato era essencial para jovens mulheres, uma vez que, saber fazer coisas como bordar, cerzir ou tricotar era visto com bons olhos, revelando que a jovem havia tido direito à educação que cabia às mulheres.

Além disso, as mulheres dos séculos XIX e XX puderam usar o artesanato como uma forma de renda que permitia que elas trabalhassem, sem se sujar em fábricas e podendo manter seus deveres como mulheres de família.

Por mais que o artesanato tenha deixado de ser a principal forma de trabalho, essa prática nunca deixou de ser importante para a garantia do sustento de diversas famílias. Além disso, seu caráter paciente e, para muitos, prazeroso, também manteve a arte artesanal em alta perante as pessoas que não desejavam ou não sabiam como fazer da prática manual sua carreira.

A nova era do artesanato

Com a entrada do século XXI, o artesanato que já vinha ganhando mais força no final do século XX, se tornou alvo de diversos incentivos governamentais  e de ONGs. Essa profissão, que há muito parecia ter se tornado um trabalho menor ou apenas um divertimento, voltou a ser valorizada e vista como uma grande oportunidade.

No Brasil, o artesanato é uma atividade econômica em cerca de 78,6% dos municípios. Os empreendedores que se dedicam à arte do artesanato garantem o sustento de suas famílias e movimentam muito a nossa economia.

Uma das lutas desses empreendedores é para poder expandir os seus negócios, pois, como no passado o artesanato não estava em alta, poucas pessoas se dedicaram à aprendizagem dessa área, tornando a mão de obra especializada muito escassa.

Por isso, a pessoa que decidir investir em seu talento para o artesanato e transformar isso em um negócio rentável, precisa se preocupar com os seus diferenciais e isso inclui no como aumentar a produção.

Foi pensando nesse tipo de questão que a Milena Curado de Barros, empreendedora da Cabocla Criações, decidiu treinar detentas, que tinham tempo para aprender e poucas oportunidades de trabalho.

Milena começou sua empresa em 2007 e, em 2008, ela iniciou os treinamentos com cinco presas. Além de elas se beneficiarem com o fato de aprenderem a profissão, elas ainda são remuneradas por produção e têm a sua pena reduzida.

Milena faz parte de um projeto do Sebrae chamado Projeto Brasil Original, que tem como objetivo ajudar a recolocar o artesanato no mercado de trabalho, valorizando o que é feito pelos artesãos e ajudando a torná-lo mais visível para toda a população. Dessa forma, espera-se que também seja possível aumentar o interesse por essa área de trabalho e, assim, aumentar a mão de obra especializada.

https://revistapegn.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2017/09/empreendedora-ensina-presidiarios-bordar-e-os-ajuda-mudar-de-vida.html
https://revistapegn.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2016/08/artesanato-atrai-empreendedores-mas-falta-profissionalizacao.html
http://tecehistorias.blogspot.com.br/2009/04/mulher-e-trabalho-no-seculo-xix-xx.html

 

Thaís Dias

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