Empresas alemãs são obrigadas a revelar para as mulheres quanto os homens ganham

Igualdade ou Igualdade 😉

A Alemanha decidiu que é hora de reduzir a diferença salarial entre homens e mulheres. Todos sabem que esse problema é comum na maioria dos países do mundo, entretanto, parece que agora é o momento onde a mudança se inicia.

No mês de janeiro, entrou em vigor uma lei na Alemanha que obriga as grandes empresas a informarem para as suas funcionárias qual é o salário dos homens que trabalham na mesma função que elas.

Para diminuir a quantidade de informações reveladas, as mulheres não terão o direito de saber o salário exato de seus colegas, elas saberão apenas qual é a média salarial de cerca de seis homens que desenvolvem a mesma função que elas.

Em um primeiro momento, muitas pessoas podem até pensar que essa ideia não é muito efetiva na luta contra as desigualdades salariais baseadas no sexo da pessoa, porém engana-se quem acha que isso é apenas uma tentativa de mudança através do constrangimento de patrões e funcionários do sexo masculino.

Na verdade, a ideia é que as mulheres tenham provas que podem se tornar determinantes na hora de ir à justiça processar o seu empregador. A medida garante que as mulheres poderão pedir ao juiz o aumento de seu salário para que ele se torne equivalente ao dos homens.

O ideal é que tudo consiga ser resolvido dentro da própria empresa, mas se o empregador se recusar a cumprir as novas normas e a dar salários semelhantes aos seus funcionários, ele pode ser chamado pela justiça.

Por enquanto, a lei só deve ser aplicada em empresas com, no mínimo, 200 funcionários, mas a ideia é de que, em breve, ela seja usada em todas as empresas.

As empresas com mais de 500 funcionários terão que criar informes periódicos sobre desigualdade salarial e todo esse conteúdo deve ser disponibilizado para os funcionários.

Atualmente, a Alemanha é um dos países da Europa com maior desigualdade salarial entre os gêneros. Em média, as mulheres recebem 16,3% menos do que os homens.

Como é a situação no Brasil?

Em 2017, o site de notícias da Globo, o G1, coletou dados a respeito da desigualdade salarial no Brasil e, infelizmente, os números ainda são alarmantes.

A pesquisa mais completa sobre esse assunto foi feita em 2015 através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), e revelou que a média salarial dos brasileiros era de R$1808, sendo que a média masculina era de R$2012 e a feminina era de R$1522.

A situação é ainda pior quando nós analisamos a situação em cada região do país. O Distrito  Federal é o lugar com maior desigualdade (homens ganham em média R$3965, enquanto a média feminina é de R$2968).

Roraima foi o estado que apresentou resultados mais equilibrados: homens recebem R$1684 e as mulheres R$1646.

Como a média salarial dos Estados e a escolaridade influenciam esse tópico?

A média salaria e a escolaridade são muito importantes para discutir a questão da desigualdade salarial.

Como nós já observamos, Roraima é o estado com equilíbrio maior, entretanto, isso não se deve a uma questão de justiça ou consciência. O que acontece é que o estado de Roraima apresenta uma média salarial baixa e isso torna a desigualdade menor. Nas grandes metrópoles, onde a média salarial é elevada, a desigualdade é, consequentemente, maior.

Da mesma forma funciona a questão da escolaridade. Quanto mais homens e mulheres estudam, maior é a desigualdade salarial. Já em profissões que não exigem muita formação acadêmica, homens e mulheres recebem quase o mesmo salário.

Por exemplo, de acordo com a pesquisa, um homem que exerce um cargo de gerência ganha, em média, R$5222. Enquanto isso, uma mulher que exerce o mesmo cargo ganha, em média, R$3575.

Entretanto, ainda é importante salientar que a desigualdade salarial também se dá por uma questão cultural que continua afastando as mulheres dos postos de poder. Infelizmente, pessoas do sexo feminino ainda estudam muito tempo, mas em áreas diferentes das masculinas.

Por exemplo, o número de cirurgiãs ainda é baixo, se comparado ao número de homens que seguiram essa carreira.

Ou seja, o tempo de estudo pode ser semelhante, porém as mulheres se formam mais em áreas que recebem salários não muito elevados e os homens são a maioria dos trabalhadores em cargos de chefia.

Será que isso um dia mudará?

Apesar de ser uma questão muito delicada e difícil para as mudanças, muitos países, como a Alemanha, tem proposto formas de mudar esse cenário mundial.

O Brasil ainda tem sido muito discreto em suas medidas para diminuir a desigualdade no salário de homens e mulheres, entretanto, uma mudança mundial pode fazer com que as coisas aqui também aconteçam mais rápido.

Em um momento em que denúncias de assédio dominam o mundo e as mulheres parecem estar ganhando mais voz, talvez nós não estejamos tão longe das mudanças.

Fontes: http://revistapegn.globo.com/Mulheres-empreendedoras/noticia/2018/01/mulheres-alemas-podem-exigir-saber-o-salario-de-colegas-de-trabalho.html

https://g1.globo.com/economia/noticia/diferenca-de-salario-medio-de-homens-e-mulheres-pode-chegar-a-quase-r-1-mil-no-pais-aponta-ibge.ghtml

Thaís Dias

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Blog de Empreendedorismo

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