Como eu uso o Tarô? | Por Lucas M Esher

Olá,

Tenho recebido várias perguntas, de pessoas que visitam meu site, querendo entender um pouco melhor como eu uso o Tarô durante os processos de coaching. E, de tanto falar sobre a minha visão em relação a essa ferramenta (e receber respostas ainda mais interessantes), achei que valia a pena abrir essa conversa para quem mais tiver curiosidade.

Em primeiro lugar, sempre gosto de dizer que, sim, o Tarô pode ser usado como “oráculo”, para antever um possível futuro (e a explicação para isso funcionar envolve sincronicidade intuição, assuntos que poderei abordar num outro texto, se alguém se interessar). Agora, veja bem: eu disse um possível futuro.

Pois, assim como não acredito em Planetas determinando ou influenciando nenhum comportamento na Astrologiaeu não acredito que nenhuma ferramenta oracular “crave” um futuro que obrigatoriamente irá acontecer. Nada disso.

O Tarô (e outras dessas ferramentas, como Runas, I Ching etc.) serve para lermos a configuração energética de uma situação. Assim, se eu tiro uma carta representando meu momento presente, lá encontrarei símbolos que me permitem ampliar (ou confirmar) meu entendimento sobre o que está acontecendo comigo.

Afinal, as imagens do Tarô (principalmente os Arcanos Maiores) trabalham com Arquétipos.

(Arquétipos, para Jung, são modelos de pensamento comuns a toda a humanidade, presentes no Inconsciente Coletivo. Ou seja: por mais que nossas experiências e ciclos de vida possam diferir em tempo, espaço, circunstâncias etc., eles sempre “se tocam” em alguns pontos similares).

Agora, quando tiramos uma carta (na verdade, sempre tiramos no mínimo um par: um Arcano Menor e um Arcano Maior) para representar o nosso futuro, estamos encarando símbolos que descrevem um futuro que acontecerá se continuarmos fazendo o que já estamos fazendo.

E é justamente aí que está o ‘pulo do gato’: se não gostarmos da carta que saiu (para ilustrar o desembocar das energias nesse possível futuro), nada impede que mudemos nossas atitudes e, por consequência, alteremos esse fluxo energético.

Ou seja: não gostei do que saiu na tirada, vou me mexer para mudar esse futuro que ainda não aconteceu!

… E nem precisa acontecer, nunca.

Lembre-se sempre do livre-arbítrio, do nosso poder de escolhas. A meu ver, nosso futuro não está escrito nas estrelas: nós temos potenciais (simbolizados, sim, nos Planetas) e eles serão usados de acordo com as nossas escolhas.

… A responsabilidade, no final das contas, pelos nossos acertos e erros, é sempre nossa.

Nenhuma dessas ferramentas (Astrologia, Tarô, Árvore da Vida, entre tantas outras) serve para nos aprisionar. Elas favorecem a nossa liberdade, desde que saibamos utilizá-las a nosso favor.

O Tarô, por exemplo, é um ótimo servo, mas um péssimo mestre (por isso, não espere que ele te dê qualquer resposta: construa o seu próprio presente e futuro, e conte com o Tarô para confirmá-los e “corrigi-los”, lendo as energias à sua volta)!

Enfim, a possibilidade de mudarmos o curso dos acontecimentos; de alterarmos possíveis futuros  (que ainda não aconteceram) é um dos usos mais poderosos que enxergo para o Tarô.

… Existem outros, igualmente profundos, dos quais posso falar depois.

Por hoje, entretanto, fico por aqui.

E, se você gostou; se ficou com alguma dúvida; se tiver alguma curiosidade; se quiser fazer algum comentário, pode me responder. Ficarei bem feliz em estender esse diálogo por muitas outras linhas.

Abraço,

Lucas M Esher

P.S.: Ah, e se você quiser bater um papo sobre meu método e processo de coaching, vamos marcar um horário, sem compromisso. =)

Sobre o Convidado

” Comecei estudando Publicidade e Propaganda na Escola Superior de Propaganda e Marketing (tendo me formado em 2007).

Depois de uma rápida passada por uma agência de promoção e pelo terceiro setor, me aventurei pelo mundo do empreendedorismo, trabalhando com moda, fotografia e em uma indústria de bebidas artesanais.

Foram alguns bons anos assim, até que eu percebi que precisava ir além: precisava me reinventar de novo.

Para isso, enveredei pelo mundo das artes: da literatura (uma antiga paixão) ao teatro (um novo amor).

E, nesse caminhar, tive as mais diversas experiências, como, por exemplo, com produção e projeto editorial, improviso, clown/palhaço, escrita criativa, arteterapia, filosofia, mitologia, psicologia, programação neurolinguística, comunicação não-violenta, criatividade, entre tantas outras (um dos meus pontos fortes, não à toa, é ser um incansável estudioso).

… E o Coaching Astrológico, de onde surgiu?

Bom, este novo conceito nasceu da vontade de unir as mais poderosas formas de (auto)conhecimento com as quais me deparei: o Coaching e a Astrologia (aliada à Kabbalah Hermética e ao Tarô, uma vez que eles conversam muito entre si).

Enfim, por enquanto é isso. Certamente ainda virá muito mais pela frente…”

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