O que você está se perguntando? | Por Lucas M Esher

Texto retirado do site do Lucas: http://lucascoaching.com.br/blog/2017/04/04/o-que-voce-esta-se-perguntando/

O que você está se perguntando? | Por Lucas M Esher

Você já parou para pensar que nós bombardeamos, todos os dias, a nossa própria mente com inúmeras perguntas? Mesmo as ações mais simples são impulsionadas pelas perguntas que nos fazemos (e, a partir daí, as respostas que buscamos).

Se, ao acordar, por exemplo, eu me pergunto: “que roupa vou vestir hoje?”, imediatamente minha mente passa a procurar uma combinação (dentre todas as possibilidades que tenho em meu guarda-roupas) que satisfaça essa questão. Isso passa a ser, mesmo que por um breve instante, uma prioridade na minha mente.

E, justamente por tal processo acontecer de modo “natural” – feito “automaticamente” na maior parte do tempo –, muitas vezes não nos damos conta do poder que as perguntas têm em nossas vidas. Ou não são as perguntas que nós nos fazemos que direcionam o que focaremos a seguir?

… E, indo além, ao tomarmos consciência desse processo mental, o que nos impede de usá-lo a nosso favor?

Sendo o mais sincero possível, eu responderia “nada”. Nada? Exatamente: nada, simples assim.

Ou, possivelmente, nada, exceto as nossas escolhas. Sim, pois cabe a cada um de nós escolher qual é a “pergunta certa” para o momento em que estamos. Cabe a cada um compreender qual é a busca, qual é a resposta a ser encontrada, que se mostrará mais produtiva, mais efetiva, de acordo com as circunstâncias que nos rodeiam.

… E essa é uma busca sua, entende? Uma busca única, da sua individualidade.

Uma busca que deve ser coerente com a sua essência.

As Minhas, as Suas, as Nossas Respostas

Até porque, se parar para pensar bem, as minhas respostas não servem para você. Eu não sou você, não vivi as mesmas experiências, não superei os mesmos desafios, não conheci as mesmas pessoas, não enfrentei os mesmos medos… E mais: as respostas com as quais me deparei, ao longo do meu caminho, e que me servem tão bem hoje, amanhã já não servirão mais.1216786068jF2v5HX

Eu não acredito nas respostas como “certezas” – para mim, elas são como “degraus de uma gigantesca escada”; uma escada que conduz nosso “eu atual” (ego) para junto do nosso “melhor eu”, da melhor versão de nós mesmos (self).

As nossas respostas, no final das contas, não são conhecimentos “imutáveis”, “fixos”. Elas se transformam, acompanhando nosso crescimento físico, emocional, mental e espiritual.

Estamos sempre em movimento, em constante progresso, ascendendo, buscando novas respostas. Eis o porquê de nos sentirmos entediados, angustiados ou vazios quando passamos muito tempo na nossa zona de conforto – ou seja, perto de respostas já conhecidas. Nós precisamos caminhar, ir além, ver e fazer diferente. É da nossa natureza buscar a expansão, o crescimento, a evolução (ou é nisso que eu acredito – eis uma resposta que funciona bem para mim, hoje). E, para nos ajudar nessa jornada, nada melhor do que sabermos fazer a nós mesmos as melhores perguntas, de acordo com cada situação.

Qual é o seu Foco?

Para cada situação com a qual nos deparamos, existem infinitas possibilidades de perguntas para nos fazermos. E cada pergunta nos levará a focar em um ponto distinto lá na frente, no horizonte do nosso caminhar.

Quer um exemplo? Digamos que seu celular toque agora. Você olha para a tela e vê que quem está te ligando é um velho amigo. Um amigo do qual não escuta notícias há alguns meses – desde o dia em que emprestou um dinheiro para ele.

O que você faria? Atende, demonstrando aborrecimento? Ou raiva? Quem sabe tristeza? Ou, até mesmo, alegria? Ou será que você prefere ignorar a ligação, desligar o celular?

Depende, certo? Mais do que depender de quem é o amigo, de qual a história que construíram juntos, eu diria que depende da pergunta que se fará a seguir. As circunstâncias que envolvem esse empréstimo e a sua relação com o tal amigo são importantes, sim. Tudo isso vai influenciar a pergunta que você se fará, obviamente. Ainda assim, você dispõe de todas as possibilidades para realizar a sua escolha, independentemente do que tenha acontecido antes.

Como agirá, no instante em que o telefone toca, afinal, é uma escolha sua. Uma escolha que pode se ancorar no passado, levando em conta tudo o que já aconteceu, ou que pode mirar algo (diferente) no futuro.

… Uma escolha, seja como for, baseada na pergunta que se fará.

Se, ao ler o nome do seu amigo, a sua pergunta for: “nossa, será que ele conseguiu o dinheiro para me devolver?”, é mais provável que atenda à ligação alimentando certa esperança, com um toque de alegria, sim?

Se, no entanto, você se perguntar: “o que ele quer agora? Vai me pedir mais dinheiro, é?”, é bem provável que atenda à chamada (ou nem atenda) com algum aborrecimento, quiçá raiva, não?

É claro que existem outras infinitas possibilidades de respostas a serem dadas. As mesmas perguntas que usei de exemplo, aí em cima, com diferentes intenções e entonações, podem ser usadas para sugerir outros comportamentos, opostos, inclusive.

Reforço a ideia de que, quando estou falando de perguntas, aqui neste texto, estou, acima de tudo, falando de conceitos mais amplos. Não estou falando só das palavras que escolhemos, mas do sentido que damos para elas. Do movimento que elas causam, interna e externamente. Algo como:

  • Qual é o seu foco?
  • Como o seu passado influencia o seu presente?
  • O que você escolhe ver e o que escolhe ignorar (nas mais diversas ocasiões)?
  • Qual é o impulso propulsor da sua ação?
  • O que você está se dispondo a buscar, lá na frente?
  • Qual visão de futuro você está aproximando do seu presente?

Campos de Experiência para Manifestação e Desenvolvimento do Eu

Então, existem infinitas opções de perguntas a serem formuladas, certo? Sim. E cabe a cada um encontrar a pergunta “certa”, que permitirá focar naquilo que realmente está buscando, né? Sim, de novo.

… Só que eu enxergo que há algo mais aí, a ser levado em consideração.

Por mais que existam infinitas maneiras de formularmos nossas perguntas – e por mais que a “pergunta certa” varie de pessoa para pessoa, de situação para situação –, existem algumas grandes perguntas com as quais todos nós nos depararmos (várias vezes), no curso de nossas vidas.

Perguntas que acabam por descrever nossas buscas na escalada evolutiva. Perguntas – por que não? – existenciais, que ampliam nossas perspectivas. Perguntas mais profundas, que trabalham em uma camada mais “arquetípica”.

… Perguntas que, de tão grandes, inibem respostas prontas e pragmáticas (por mais que muitos ainda insistam em tentar dá-las por aí).

Para mim, eis a grande “graça” (em todos os sentidos) dessas grandes questões. Não ter uma “resposta fácil” em vista é uma senhora oportunidade. Uma provocação, uma chance de nos mantermos “vivos”, em movimento.

Agora, isso não quer dizer que não existam algumas “dicas” espalhadas por aí, esperando para serem colhidas. Dicas que nos chegam com as mais distintas roupagens: filosofias, religiões, escolas de pensamento, ciências – muitas das quais, não por acaso, são milenares.

Depois de mais de uma década estudando inúmeras vertentes e testando as mais diversas ferramentas de autoconhecimento, acabei por desenvolver uma preferência por algumas. Algumas que se harmonizam mais comigo, com as minhas ideias, vontades e perguntas.

… E foram nelas que decidi me aprofundar. Foram elas que escolhi como companheiras (até o momento) de caminhada e de trabalho.

E é a partir delas que eu encaro essas grandes perguntas.

A primeira, da qual gostaria de falar nesta série de artigos, é a Astrologia. A Astrologia que, muitas vezes, é tão incompreendida, simplificada, distorcida… A Astrologia que não tem nada a ver com “astros influenciando/determinando nossos comportamentos” (não na Astrologia que eu estudo, pelo menos). Ela mostra, sim, nossos potenciais; as energias que podemos escolher desenvolver (ou não). Ou seja: a Astrologia é muito mais do que dividir as pessoas em doze grandes grupos (vulgo signos)!

Quando alguém diz “meu signo é Aquário”, na verdade, essa pessoa está falando da posição do seu Sol no Mapa Astral. E este é um, apenas um, dentre os inúmeros pontos que levamos em consideração. Entre outras tantas coisas mais, além do Sol, ainda temos, por exemplo, a posição dos demais planetas (e, na Astrologia, o Sol e a Lua são considerados planetas, ok?), os ângulos que se formam entre eles (os Aspectos) e a posição desses astros nas doze Casas…

“Ok, você falou um bocado de coisas, mas como a Astrologia pode me ajudar com as tais grandes perguntas?”, você pode estar se perguntando.

…  E eu te respondo: de várias maneiras.

A primeira, mais “básica”, seria analisando o seu Mapa Astral (e, se você nunca fez o seu, me manda as suas informações por aqui, que eu te envio, sem compromissos).

Dando um passo além, ao nos aprofundarmos mais no significado de cada uma das doze Casas, sabe o que encontramos? Algo que eu esoteric-652642gosto de chamar de “Campos de Experiência para Manifestação e Desenvolvimento do Eu”.

E o que é isso? É uma ferramenta. Uma ferramenta que trabalha, justamente, com essas grandes questões e com a nossa contínua busca por respostas, com base nos nossos potenciais energéticos (sempre únicos).

E é justamente sobre essa ferramenta que começarei (ou continuarei) a falar no nosso próximo artigo. Eis que, então, olharemos para o primeiro Campo de Experiência. O ponto inicial da nossa jornada. O Ascendente do nosso Mapa Astral. A hora, como em toda boa história, de conhecer melhor o personagem principal das nossas histórias: nós mesmos.

… Sim, nos voltaremos para o nosso interior. Olharemos para as valiosas “dicas” que o Mapa Astral oferece, a fim de facilitar a nossa busca por autoconhecimento.

Lidaremos, enfim, com grandes perguntas como:

  • Quem sou eu?
  • Como eu me distingo dos outros?
  • Por que eu existo?
  • Por que eu sou único?
  • Como eu experimento, da melhor forma, a expressão da minha individualidade?

Até lá…

Lucas M Esher

Lucas M Esher

Lucas M Esher

Sobre o Convidado

” Comecei estudando Publicidade e Propaganda na Escola Superior de Propaganda e Marketing (tendo me formado em 2007).

Depois de uma rápida passada por uma agência de promoção e pelo terceiro setor, me aventurei pelo mundo do empreendedorismo, trabalhando com moda, fotografia e em uma indústria de bebidas artesanais.

Foram alguns bons anos assim, até que eu percebi que precisava ir além: precisava me reinventar de novo.

Para isso, enveredei pelo mundo das artes: da literatura (uma antiga paixão) ao teatro (um novo amor).

E, nesse caminhar, tive as mais diversas experiências, como, por exemplo, com produção e projeto editorial, improviso, clown/palhaço, escrita criativa, arteterapia, filosofia, mitologia, psicologia, programação neurolinguística, comunicação não-violenta, criatividade, entre tantas outras (um dos meus pontos fortes, não à toa, é ser um incansável estudioso).

… E o Coaching Astrológico, de onde surgiu?

Bom, este novo conceito nasceu da vontade de unir as mais poderosas formas de (auto)conhecimento com as quais me deparei: o Coaching e a Astrologia (aliada à Kabbalah Hermética e ao Tarô, uma vez que eles conversam muito entre si).

Enfim, por enquanto é isso. Certamente ainda virá muito mais pela frente…”

Lucas

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